Pazolini, a vitória da renovação no Espírito Santo

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O Espírito Santo escolheu a renovação. Com 52,17% dos votos válidos, Lorenzo Pazolini foi eleito governador do Estado no segundo turno, derrotando Ricardo Ferraço, que terminou a disputa com 47,83%. Dessa forma, o resultado confirma uma mudança de ciclo na política capixaba e transforma em vitória estadual o projeto que já havia sido aprovado pela população de Vitória.
A eleição não foi apenas uma disputa entre dois nomes. Foi a escolha entre a continuidade de um modelo conhecido e a confiança em uma liderança que apresentou resultados concretos, renovou a linguagem política e mostrou capacidade de gestão. Pazolini chega ao Palácio Anchieta com legitimidade expressiva e com a responsabilidade de fazer pelo Espírito Santo aquilo que fez na capital: organizar, entregar e cuidar das pessoas.
O primeiro turno já havia deixado claro o tamanho da preferência por Pazolini. Ele recebeu 49,65% dos votos válidos, com 1.048.633 votos, contra 34,06% de Ricardo Ferraço. No segundo turno, essa liderança se transformou em maioria. O eleitor capixaba não apenas confirmou a vantagem inicial. Ele ampliou a confiança em um projeto de renovação responsável.
Mais do que derrotar um adversário, Pazolini derrotou uma máquina pública que há 24 anos ocupa o centro do poder no Espírito Santo. Além disso, a vitória rompeu a lógica de alternância entre os mesmos grupos e mostrou que a estrutura do governo, por maior que seja, não é capaz de substituir a vontade popular. Em outras palavras, o eleitor escolheu um novo grupo, uma nova geração de lideranças e uma forma diferente de fazer política.
A vitória é, antes de tudo, o reconhecimento de uma gestão. Pazolini foi reeleito prefeito de Vitória em 2024, no primeiro turno, com 56,22% dos votos válidos. Ao longo de sua administração, a capital combinou responsabilidade fiscal, reorganização da máquina pública e ampliação de serviços. As contas municipais foram aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado, e a cidade passou a ser reconhecida nacionalmente por resultados em áreas como saúde, inovação e governança.
Na saúde, os resultados foram particularmente expressivos. Vitória conquistou o primeiro lugar no eixo Saúde do ranking Connected Smart Cities pelo segundo ano consecutivo e ficou em segundo lugar na classificação geral. A cidade também registrou redução média de 70% nas filas por consultas e exames especializados. São resultados que ajudam a explicar por que a experiência de Pazolini na capital se tornou uma referência para todo o Estado.
A administração municipal mostrou que gestão pública não precisa ser sinônimo de lentidão, improviso ou distância da população. Com planejamento, controle das contas e foco nas áreas essenciais, Pazolini conseguiu transformar prioridades em entregas. Saúde, atendimento, inovação e organização administrativa deixaram de ser apenas itens de discurso e passaram a fazer parte da experiência concreta dos moradores de Vitória.
É essa experiência que agora será ampliada para os 78 municípios capixabas. O desafio estadual é maior, mas a lógica é a mesma: conhecer os problemas, estabelecer prioridades, cobrar resultados e fazer o governo chegar a quem mais precisa. Pazolini não assume o Estado como alguém que precisa aprender a governar. Assume como um gestor testado nas urnas e reconhecido pela população.
A vitória também revela a força de um grupo político que soube compreender o momento do Espírito Santo. Erick Musso e Aridelmo Teixeira não foram coadjuvantes nessa construção. Eles representam, ao lado de Pazolini, a formação de uma nova liderança estadual, com capacidade de unir articulação política, experiência administrativa e visão de futuro.
Erick Musso conhece a política por dentro e conhece o Estado para além da Grande Vitória. Criado em Aracruz, iniciou sua trajetória no Legislativo, foi vereador e presidente da Câmara Municipal, elegeu-se deputado estadual e presidiu a Assembleia Legislativa por três biênios. Ademais, assumiu a presidência estadual do Republicanos e ocupou a Secretaria de Governo de Vitória, onde ajudou na interlocução política da administração de Pazolini com a Câmara Municipal e com diferentes setores da sociedade.
Essa trajetória dá a Erick um papel estratégico no novo ciclo. Ou seja, ele combina experiência institucional, diálogo com o interior e capacidade de articulação. Não é apenas um dirigente partidário. É alguém que ajudou a construir a base política que tornou possível a vitória de Pazolini e que agora terá papel importante na sustentação do governo, na relação com os municípios e na organização de um projeto que pretende alcançar todo o Espírito Santo.
Aridelmo Teixeira acrescenta ao grupo uma dimensão diferente e igualmente importante. Professor, empresário, fundador e sócio da Fucape Business School, ele também foi secretário da Fazenda de Vitória. Sua contribuição está ligada à gestão, ao equilíbrio das contas públicas e à defesa de uma administração baseada em conhecimento técnico, responsabilidade fiscal e eficiência.
A presença de Aridelmo aproxima o projeto de Pazolini do setor produtivo, da academia e de uma agenda de modernização do Estado. Ele representa a ideia de que boa política não pode se limitar à disputa eleitoral. O processo exige planejamento, avaliação de resultados e, o mais importante, a capacidade de tomar decisões difíceis. Sua experiência ajuda a dar consistência administrativa ao grupo e amplia a credibilidade do projeto para além da política tradicional.
Pazolini, Musso e Aridelmo formam, assim, uma combinação pouco comum na política capixaba: um gestor aprovado pela população, um articulador com experiência institucional e um especialista em administração e finanças. Do mesmo modo, o grupo representa uma direita democrática, moderna e orientada por resultados, sem abrir mão do diálogo e da responsabilidade pública. Representa também a aproximação entre a capital e o interior, entre a política e a gestão, entre a experiência e a renovação.
O Espírito Santo reconhece o que funcionou no passado, mas decidiu olhar para frente. A política capixaba teve administrações e lideranças importantes, e seria injusto negar suas contribuições. Mas nenhuma experiência se torna permanente por direito adquirido. Acima de tudo, o eleitor percebeu que era hora de renovar métodos, prioridades e protagonistas.
A vitória de Pazolini é, portanto, uma mudança com responsabilidade. Não é uma ruptura inconsequente nem uma aventura eleitoral. Isto é a escolha de alguém que já governou, prestou contas, entregou resultados e recebeu novamente a aprovação popular. A renovação chega ao Estado acompanhada de experiência administrativa e de uma equipe política capaz de sustentá-la.
A partir de hoje, o Espírito Santo tem um novo governador e uma nova expectativa. Pazolini terá a oportunidade de levar ao Estado o padrão de gestão que marcou sua passagem por Vitória. Ao lado de Erick Musso, Aridelmo Teixeira e dos demais aliados, poderá transformar a confiança recebida nas urnas em um governo eficiente, inovador e próximo das pessoas.
A vitória deste domingo será lembrada não apenas como uma troca de governo, mas como o início de um novo ciclo para o Espírito Santo.

