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Governador que dobrou a dívida do Piauí com um dos ICMS mais altos do Brasil é cotado para ser Ministro da Fazenda

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Mesmo com arrocho tributário e a imposição de uma nova regra fiscal para agradar credores, gestão de Rafael Fonteles joga o estado em uma armadilha de endividamento crônico que ameaça se repetir no plano nacional.

TERESINA — Os rumos econômicos do país ganham um capítulo alarmante com a consolidação dos dados fiscais do Piauí, estado governado pelo PT e transformado em laboratório de uma política que combina o sacrifício da população com a submissão aos interesses financeiros. Em apenas quatro anos, a dívida líquida do estado praticamente dobrou, saltando de R$ 6,9 bilhões em 2022 para a impressionante marca de R$ 13,6 bilhões.

Ineficácia do receituário fiscal

Primeiramente, o fenômeno desmascara a ineficácia do receituário adotado. Além disso, o governo de Rafael Fonteles puniu a classe trabalhadora e o consumo popular. Para isso, aplicou uma das maiores alíquotas gerais de ICMS do Brasil (22,5%). Ainda assim, provou que o ajuste fiscal e o aumento de impostos não contêm o crescimento da dívida pública.

Além disso, a dinâmica piauiense revela os limites estruturais dessa abordagem econômica. Em vez de usar a arrecadação para fortalecer serviços essenciais de forma sustentável, a gestão estadual optou pelo endividamento continuado. Dessa forma, ela contratou empréstimos que a União garante. Assim, esses empréstimos drenam recursos públicos para o pagamento de juros.

Teto de gastos e austeridade

Posteriormente, ao se deparar com um déficit fiscal de R$ 1,25 bilhão, o Palácio de Karnak aprovou uma espécie de “arcabouço fiscal” local. Assim, limitou o crescimento das despesas correntes a 95% das receitas. Contudo, essa política de teto de gastos e austeridade não resolve a crise. Na prática, ela apenas freia os investimentos sociais. Além disso, mantém intocada a trajetória de crescimento da dívida.

A exportação do modelo de submissão fiscal para Brasília

Primeiramente, esse histórico de asfixia social e endividamento crescente credenciou Rafael Fonteles. Assim, ele se tornou o nome mais cotado para assumir o Ministério da Fazenda no próximo governo Lula. Além disso, o governador piauiense se reelegeu no primeiro turno com 70,9% dos votos válidos. Dessa forma, a cúpula governista o vê como operador ideal para o plano macroeconômico federal.

Cartilha federal e o pior dos mundos

No plano federal, o próximo governo Lula tende a aplicar essa mesma cartilha. Com isso, ele tende a gerar o pior dos mundos. Primeiramente, o endividamento público continua explodindo. Além disso, o governo congela salários, precariza serviços e arrocha tributos sobre o trabalhador. Enquanto isso, o governo federal amarga revisões de metas e déficits persistentes.

Por isso, o governo ensaia aumentar a arrecadação. Também bloqueia verbas e investimentos estruturais. Dessa forma, poupa os grandes detentores da dívida pública.

Austeridade como armadilha

Em seguida, o próximo governo deve promover Fonteles à Esplanada dos Ministérios. Isso indica uma decisão. Assim, o próximo mandato de Lula manterá o Brasil preso à armadilha da austeridade. Além disso, o exemplo nordestino deixa uma lição clara. Dessa forma, aumento de impostos e regras fiscais restritivas não significam responsabilidade social.

Pelo contrário, eles servem apenas para mascarar o crescimento de uma dívida. Essa dívida continuará avançando às custas do empobrecimento da população. Também continuará avançando às custas da paralisia econômica do país.

Por Redação Brasil Grande

Textos assinados pela redação do Movimento Brasil Grande.

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