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CLEITINHO SUSPENDE REPASSE DE R$ 32 MI A TIMES DE FUTEBOL EM MINAS GERAIS APÓS ACIONAR O TCE

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Governador eleito consegue travar repasse emergencial do Estado que destinaria milhões a Atlético-MG, Cruzeiro e América após saída de empresas de apostas.

BELO HORIZONTE – O senador e governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), anunciou a suspensão de um patrocínio estatal de R$ 32 milhões que seria direcionado a grandes clubes de futebol do estado. O bloqueio financeiro ocorreu por meio de uma representação junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG).
O montante havia sido anunciado pelo atual governo mineiro como uma “medida emergencial” para auxiliar financeiramente os clubes locais (Cruzeiro, Atlético Mineiro e América-MG), que sofreram perdas com as recentes restrições impostas às casas de apostas esportivas, as chamadas bets. Pelo acordo original, Cruzeiro e Atlético receberiam R$ 15 milhões cada, enquanto o América ficaria com R$ 2 milhões.
A oposição ao governo e o próprio Cleitinho criticaram fortemente a medida desde o anúncio, classificando-a como um ato de “desespero” e uso indevido de recursos públicos. O argumento central levado ao TCE-MG questiona o envio de verba proveniente de estatais de serviços essenciais para subsidiar Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs), enquanto a população lida com tarifas elevadas em setores básicos.

As Declarações de Cleitinho

Em pronunciamento oficial publicado em suas redes sociais, o governador eleito celebrou a decisão liminar e reforçou sua posição contrária ao uso de dinheiro público no futebol profissional:
“Urgente! Consegui suspender o patrocínio do governo do Estado de 32 milhões de reais, que iria para ajudar times de futebol, como Cruzeiro e Atlético. Nada contra os times, sou apaixonado por futebol, mas o dinheiro do povo, o dinheiro de estatais, tem que ir para a saúde, para a segurança e para baixar a conta de luz do cidadão, não para financiar clubes que hoje são empresas privadas.”
O parlamentar também sublinhou que a suspensão protege a moralidade administrativa das estatais mineiras:
“Não dá para aceitar que o cidadão pague uma das tarifas de energia mais caras do país enquanto o dinheiro dessas companhias é usado para tampar buraco financeiro de clube de futebol. O mercado tem que se ajustar sozinho. Conseguimos travar esse absurdo no TCE e o dinheiro vai ter que voltar para onde nunca deveria ter saído.”

Próximos Passos

Após a decisão do Tribunal de Contas do Estado, as secretarias responsáveis e as empresas estatais envolvidas terão prazos legais para apresentar justificativas técnicas e documentos que embasaram o protocolo de intenções. Até o julgamento definitivo do mérito pelo plenário do Tribunal, o repasse dos R$ 32 milhões permanece completamente congelado.

Por Redação Brasil Grande

Textos assinados pela redação do Movimento Brasil Grande.

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