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Enquanto trabalhadores bancam espumante pra petista em NY a deputada dispara: ‘Vai ter preta em Nova York sim’

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Após ter contas com bebida expostas Carol Dartora (PT-PR) recorre à cartilha ideológica para justificar gastos com dinheiro público.

BRASÍLIA – A prática de usufruir de privilégios com o dinheiro dos impostos do contribuinte ganhou mais um capítulo protagonizado pela bancada do Partido dos Trabalhadores (PT). A deputada federal Carol Dartora (PT-PR) obteve o reembolso ilegal de gastos com bebidas alcoólicas de luxo e refeições sofisticadas realizados durante uma viagem oficial a Nova York, nos Estados Unidos.

Conforme as regras rígidas que gerem a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), o reembolso de despesas com bebidas alcoólicas é terminantemente proibido pela Câmara dos Deputados. Mesmo diante da vedação legal, a parlamentar petista conseguiu que a máquina pública cobrisse três taças do espumante Gloria Ferrer Blanc de Blancs e um tiramisu no restaurante The Palm Bar & Grill, além de uma cerveja artesanal acompanhando um sanduíche de lagosta na lanchonete Luke’s Lobster. A farra gastronômica em Manhattan somou R$ 670,02 custeados diretamente com recursos do Estado brasileiro.

A desculpa do “inglês” e o recuo estratégico

A viagem oficial ocorreu em março de 2026, quando a parlamentar utilizou passagens pagas pelo Erário para participar da 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU). Confrontada com a ilegalidade técnica do reembolso, a defesa apresentada pelo gabinete de Carol Dartora gerou ironia nos bastidores da capital: a assessoria alegou um suposto “equívoco na conferência da documentação” pelo fato de os comprovantes fiscais estarem emitidos em inglês, alegando que a equipe técnica não conseguiu notar a presença de álcool discriminada nas notas.

Somente após o flagrante público e o inevitável desgaste político gerado pela divulgação jornalística, a equipe da deputada informou que iniciou os trâmites administrativos para devolver integralmente os valores aos cofres públicos.

Escudo ideológico e deboche nas redes

Longe de demonstrar um pedido formal de desculpas à população pelo uso irregular das verbas, a deputada do PT utilizou suas redes sociais neste domingo (1º de novembro de 2026) para adotar uma postura de ataque à fiscalização midiática. Dartora tentou blindar-se das acusações alegando que a cobrança pela legalidade dos gastos se tratava de uma “perseguição racista” e minimizou as cifras extraídas do contribuinte.

“83 dólares vai quebrar o país?”, escreveu a parlamentar em seu perfil no Instagram, tentando desviar o foco de sua conduta fiscal ao citar escândalos atribuídos à oposição política. Em nítido tom de deboche sobre os mecanismos de controle público, a petista encerrou sua manifestação com a frase: “Vai ter preta na ONU sim, e onde quisermos e vamos comer, beber, dançar sempre que pudermos!”.

Por admin
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