Panteão
Brasileiros cuja obra e cujo exemplo orientam o Movimento Brasil Grande na defesa da soberania, do desenvolvimento e da unidade nacional.

Dom Pedro II
Imperador do BrasilImperador do Brasil por quase meio século, manteve a unidade do território nacional, deu estabilidade às instituições e incentivou a ciência, a educação e a cultura brasileiras.
Pedro de Alcântara nasceu no Rio de Janeiro em 2 de dezembro de 1825, filho de D. Pedro I e da imperatriz Leopoldina. Tornou-se imperador aos cinco anos, com a abdicação do pai, e governou o Brasil de 1840 a 1889. Com a proclamação da República, partiu para o exílio na Europa. Morreu em Paris em 5 de dezembro de 1891.
Marcos
- 1831 — com a abdicação de D. Pedro I, é aclamado imperador; o país passa a ser governado por regências.
- 1840 — tem a maioridade antecipada e assume o governo, aos 14 anos.
- 1840–1889 — o país atravessa as revoltas regionais do período sem perder a unidade territorial.
- 1864–1870 — Guerra do Paraguai.
- 1889 — a República é proclamada em 15 de novembro, e a família imperial segue para o exílio.
Por que nos inspira
D. Pedro II encarnou a ideia de um Estado brasileiro acima das facções e das oligarquias regionais. Seu longo reinado garantiu a unidade de um território continental e foi marcado pelo incentivo à ciência, à educação e à cultura nacionais — um exemplo de dedicação pessoal ao país.

Getúlio Vargas
Presidente da RepúblicaPresidente em 1930–1945 e 1951–1954, conduziu a industrialização do país e criou a base da legislação trabalhista brasileira.
Nascido em São Borja (RS) em 19 de abril de 1882, Getúlio Dornelles Vargas chegou ao poder com a Revolução de 1930 e governou o país por quinze anos seguidos, período que inclui o Estado Novo (1937–1945). Voltou à Presidência pelo voto em 1951 e morreu no Palácio do Catete, no exercício do mandato, em 24 de agosto de 1954.
Marcos
- 1930 — cria o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio.
- 1932 — o Código Eleitoral institui o voto secreto e o voto feminino.
- 1940 — institui o salário mínimo.
- 1941 — cria a Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda.
- 1942 — cria a Companhia Vale do Rio Doce.
- 1943 — sanciona a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
- 1953 — cria a Petrobras (Lei nº 2.004).
Por que nos inspira
Vargas compreendeu que não há soberania sem base industrial, energia própria e trabalhadores protegidos. Siderurgia, mineração e petróleo sob controle nacional, ao lado dos direitos trabalhistas, formaram o alicerce do Brasil moderno: o projeto nacional que o Brasil Grande quer retomar.

Juscelino Kubitschek
Presidente da RepúblicaPresidente de 1956 a 1961, fez do Plano de Metas — “50 anos em 5” — um programa de industrialização acelerada e construiu Brasília, levando a capital para o centro do país.
Nascido em Diamantina (MG) em 12 de setembro de 1902, Juscelino Kubitschek de Oliveira formou-se em Medicina antes de entrar na vida pública. Foi prefeito de Belo Horizonte, governador de Minas Gerais e presidente da República. Morreu em 22 de agosto de 1976, em um acidente automobilístico na Via Dutra, perto de Resende (RJ).
Marcos
- 1940–1945 — prefeito de Belo Horizonte, constrói o conjunto da Pampulha.
- 1951–1955 — governador de Minas Gerais.
- 1956 — toma posse na Presidência e lança o Plano de Metas: energia, transportes, indústria de base, alimentação e educação.
- 1956–1961 — instala a indústria automobilística no país, com metas de nacionalização dos veículos.
- 1960 — inaugura Brasília, em 21 de abril, após cerca de 40 meses de obras.
Por que nos inspira
JK mostrou que o Brasil pode planejar o próprio desenvolvimento e cumprir metas ambiciosas. A interiorização da capital e a industrialização acelerada são a prova de que um projeto nacional, conduzido com ousadia, muda o país em poucos anos.

Enéas Carneiro
Médico, professor e deputado federalMédico cardiologista e professor, fundou o PRONA e levou ao debate público a defesa da soberania e da ciência nacional.
Enéas Ferreira Carneiro nasceu em Rio Branco (AC) em 5 de novembro de 1938. Formou-se em Medicina, especializou-se em Cardiologia e licenciou-se em Matemática e Física; foi também professor. Em 1989, fundou o Partido de Reedificação da Ordem Nacional (PRONA). Morreu no Rio de Janeiro em 6 de maio de 2007.
Marcos
- 1989 — funda o PRONA e disputa pela primeira vez a Presidência.
- 1994 — termina em 3º lugar na eleição presidencial, com 4,67 milhões de votos (7,38%).
- 1998 — disputa novamente a Presidência e recebe 1,45 milhão de votos.
- 2002 — é eleito deputado federal por São Paulo com mais de 1,5 milhão de votos, a maior votação para a Câmara até então.
- 2006 — é reeleito deputado federal.
Por que nos inspira
Enéas defendeu sem concessões a soberania nacional, o domínio da ciência e da tecnologia e o controle das riquezas estratégicas do país. Com preparo intelectual e linguagem direta, mostrou que um projeto nacional pode ser defendido com seriedade e rigor.

Aldo Rebelo
Jornalista, ex-presidente da Câmara e ex-ministroEx-presidente da Câmara dos Deputados e ministro em quatro pastas, entre elas a Defesa, é uma das vozes mais firmes na defesa da soberania nacional e da Amazônia.
Aldo Rebelo nasceu em Viçosa (AL) em 23 de fevereiro de 1956. Jornalista, construiu a carreira política em São Paulo, onde foi eleito deputado federal pela primeira vez em 1990. Ocupou a presidência da Câmara dos Deputados e quatro ministérios.
Marcos
- 1991 — assume o primeiro mandato de deputado federal por São Paulo; permanece na Câmara até 2015.
- 2004–2005 — ministro da Coordenação Política e Relações Institucionais.
- 2005–2007 — presidente da Câmara dos Deputados.
- 2011–2014 — ministro do Esporte.
- 2012 — aprovação do novo Código Florestal, que teve nele o principal autor do projeto na Câmara.
- 2015–2016 — ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação e, em seguida, ministro da Defesa.
Por que nos inspira
Aldo Rebelo defende a soberania brasileira sobre a Amazônia e os recursos naturais, a valorização das Forças Armadas e da língua portuguesa e um projeto de desenvolvimento com indústria e produção nacionais. É um exemplo vivo de que o nacionalismo brasileiro atravessa gerações.

