Lula recua após forte pressão e anula censura a desenhos bíblicos da TV Record

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Ministério da Justiça volta atrás e restabelece classificação ‘Livre’ após tentar impor restrição de 12 anos a animações cristãs.
Após forte pressão da opinião pública e de parlamentares, o Ministério da Justiça voltou atrás e restabeleceu a classificação “Livre” para a exibição de desenhos bíblicos na TV Record. A decisão anterior do governo federal tentava impor uma restrição de 12 anos às animações cristãs exibidas no bloco infantil Record Kids, provocando reação imediata no Congresso Nacional.
Entenda o recuo sobre os desenhos bíblicos da TV Record
A controvérsia teve início no final de outubro, quando a Coordenação-Geral de Política de Classificação Indicativa elevou a faixa etária da atração para “não recomendado para menores de 12 anos”. Além disso, o órgão justificou a barreira alegando a presença de supostos atos de violência e preconceito nas narrativas do Antigo e Novo Testamento. Consequentemente, a gestão sugeriu que a atração só fosse ao ar após as 20h.
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No entanto, essa mudança gerou forte desgaste político. Integrantes da oposição acusaram o governo de intolerância religiosa e de tentativa velada de censura contra conteúdos tradicionais.
Pressão parlamentar e reação no Congresso
Em resposta à medida, parlamentares protocolaram projetos de decreto legislativo em ritmo de urgência para derrubar a portaria. Dessa forma, a articulação política do Palácio do Planalto ficou encurralada diante da repercussão negativa com a bancada evangélica e a sociedade civil.
Além do mais, críticos apontaram abuso de poder na tentativa de moldar o acesso das famílias a conteúdos confessionais na televisão aberta.
Ministério da Justiça reconhece erro técnico
Para conter o desgaste com o eleitorado religioso, a Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi) admitiu publicamente uma falha na avaliação técnica. Em nota oficial, o órgão reconheceu que a equipe desconsiderou o contexto histórico-religioso e a linguagem lúdica das animações.
Por fim, o governo confirmou que a classificação indicativa não pode funcionar como veto ou barreira ideológica. Com isso, os 36 episódios da atração retornam ao status de exibição sem restrições, encerrando o impasse em torno dos desenhos bíblicos da TV Record.


