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Movimento Brasil Grande

Dólar está perto do seu fim.

A moeda americana perdeu seu lastro em 1971, no mandato de Richard Nixon. O fiat em ouro significava que a cada moeda americana feita teria ouro correspondente. Em seguida, o dólar não possui lastro físico; o que segura a moeda americana é a confiança no FED, no petróleo e na política americana. Em outras palavras, o dólar só tem valor se a economia americana vai bem. A dívida americana em janeiro de 2022 bateu 30 trilhões de dólares e representou um aumento de 7 trilhões desde janeiro de 2020.

Esse aumento foi devido à pandemia, já que o país teve que pegar números exorbitantes de empréstimos e imprimir dinheiro. Da mesma forma, quando houve a transição do lastro de ouro para confiança, a dívida externa americana era de 35%; na década de 1990, saltou para uma média de 65%; houve queda na década de 2000 para uma média de 58%; no governo de OBAMA, volta a subir a dívida americana e bate 100%; em 2016, quando Trump assume o poder, a dívida cai para 95%, só que, devido à pandemia, a dívida voltou a subir.

A dívida americana em dezembro de 2021 bateu 137% do PIB americano. Em comparação, o Brasil chegou a 89% da dívida em fevereiro de 2021 e caiu para 80% no final de 2021. Isso representa uma boa gestão da economia e dos gastos gerenciados pelo Bolsonaro-Guedes. Inflação americana está em 7,6% em 2022, valor que não era visto desde 1981.

Não é apenas a gestão do FED que impacta o valor do dólar; a balança comercial é essencial para a valorização de uma moeda. Em 2021, os Estados Unidos tiveram déficit de US$ 859,1 bilhões, o que significa que o país teve uma saída grave de dólares. No mesmo ano, a China se tornou a maior parceira comercial da União Europeia. Em 2020, a União Europeia aumentou a importação da China em 5,6%, enquanto isso, a importação da UE para os Estados Unidos teve queda de 13,2%.

Além disso, A China obteve superávit de 181 bilhões de euros, enquanto, com os EUA, quem teve superávit foi a UE, de 150 bilhões de euros. Recentemente os americanos travam uma guerra contra a Rússia no meio comercial, com isso congelaram reservas da Rússia e proibiram o país eurasiano de usar moedas como o dólar e euro. O país então está adotando sua própria moeda para transação. O descaso americano pela Arábia Saudita fez os sauditas correrem para o yuan, moeda chinesa. Com isso, está claro que o dólar irá se desvalorizar ainda mais, pela incompetência de seus governantes com a dívida, controle inflacionário e a perda na balança comercial.

Pedro Lacerda, estudante de bacharel em Geografia.

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