O Brasil Grande com Carlos França.

Carlos Alberto França nasceu em Goiânia – GO, em 1964, formou-se em Relações Internacionais e Direito, pela Universidade de Brasília. Apesar disso, o ex-ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, em entrevista ao Poder360, disse que a diplomacia que o ministro Carlos França faz é irrelevante. Recentemente, o atual ministro viajou à Europa. Posteriormente, falou com chanceleres americano, canadense e britânico. Cumprindo seu papel, acompanhou o presidente Jair Bolsonaro em visitas oficiais, como a visita à Rússia e Hungria. Saiu recentemente uma notícia de que “Bolsonaro, em visita a Moscou, teria pedido ajuda ao Presidente da Rússia para desenvolvimento do submarino nuclear”, e isso só foi possível graças à saída de Ernesto Araújo, já que ele possuía laços ideológicos maiores do que os interesses da nação.
O ex-chanceler fez inúmeros ataques à China, que é a nossa maior parceira comercial. Caso ela reagisse, seria uma enorme perda para a economia brasileira. Recentemente, como se não bastasse, Araújo acusou Bolsonaro de “espalhar desinformação russa”. Ele, com certeza, pregava o Ocidentalismo, que tornava os Estados Unidos e a Europa o centro do mundo, a ponto de valorizar mais essas nações do que o próprio interesse nacional sobre questões nucleares, diferentemente do Ministro Carlos França, que tomou uma posição mais neutra sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia.
Apesar de votar a favor de uma resolução que condenava a Rússia por invadir o país, ponderou que sanções à Rússia não resolveriam, colocando com isso o interesse da nação e a posição histórica do Itamaraty, que é ser neutro em conflitos. Para Bolsonaro, o ex-chanceler nutria sentimentos egoístas. Em suma, o Brasil deve buscar fazer parcerias de forma pragmática, como foram prometidas em campanha.

Pedro Lacerda, estudante de bacharel em Geografia.

