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Paraguai e Chile e a saída para o Oceano Pacífico.

Em primeiro lugar, Paraguai e Chile são a saída para o Oceano Pacífico. Sabemos que o Brasil não possui saída para o Oceano Pacífico; um dos jeitos é fazer acordos e logística para que tenhamos essa saída. Um desses acordos é a rodovia bioceânica, que junta Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. Isso beneficiará todos os países que passarão pela rodovia.

“Graças a este circuito, estima-se uma economia de 8.000 quilômetros, 14 dias de frete e cerca de US$ 1.000 por contêiner para os produtores”, destacou o MOPC (Ministério de Obras Públicas e Comunicações do Paraguai) Arnoldo Wiens.

Com efeito, somente no estado de Mato Grosso do Sul, a produção de grãos é 4 vezes maior que a de todo o Paraguai. O corredor representa uma redução de até 30% nos custos de logística com a produção. (MídiaMax). Entretanto, não existe apenas a rota rodoviária, mas também a rota ferroviária, que custa até 3 vezes menos. O corredor ferroviário apontado, conforme estudos apresentados pelo Itamaraty, permite a redução de 22 a 23 dias no transporte de cargas saídas de Mato Grosso do Sul para os mercados asiáticos. Além disso, o corredor bioceânico entre os países Brasil, Paraguai, Chile, Argentina e Bolívia deverá trazer barateamento de produtos vindos da Ásia, como os mercados da China, Japão, Coreia do Sul, Rússia, Índia e Indonésia.

O vice-presidente Mourão foi à posse de Boric e disse que as relações entre os países Brasil e Chile não haverá problemas. Tivemos uma conversa sobre interesses bilaterais, corredor bioceânico, o cabo com ligação à Ásia, combate ao narcotráfico, imigração ilegal, assuntos que são da pauta dos dois países — disse Mourão. (Jornal O Globo).

Se quisermos ser uma potência, temos que priorizar nossos interesses. Essa ferrovia e rodovia irão abaixar os preços dos produtos importados da Ásia e Oceania, possibilitando um avanço tecnológico do país e uma maior exportação do agronegócio, e, claro, uma maior integração aos mercados do Pacífico. Dessa forma, o barateamento dos produtos tecnológicos da Ásia permitirá um avanço industrial no Brasil.

Pedro Lacerda, estudante de bacharel em Geografia.

Fontes: Folha, MídiaMax, Correio do Estado, O Globo.

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