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Movimento Brasil Grande
Para estudar

Figuras históricas

Personagens da história, no Brasil e no exterior, cujas experiências de governo o Movimento Brasil Grande estuda — nos acertos e nos erros. Estudar não significa endossar.

Nacional

Em breve.

Internacional
1895–1974

Juan Domingo Perón

Presidente da Argentina

Três vezes presidente da Argentina, fundou o justicialismo sobre três bandeiras: justiça social, independência econômica e soberania política.

Juan Domingo Perón nasceu em Lobos, na província de Buenos Aires, em 8 de outubro de 1895. Militar de carreira, ganhou projeção como secretário do Trabalho, com uma ampla legislação de direitos trabalhistas. Morreu em Olivos, no exercício da Presidência, em 1º de julho de 1974.

Marcos

  • 1943 — assume a Secretaria do Trabalho e Previdência e aproxima o Estado dos sindicatos.
  • 1945 — em 17 de outubro, uma grande mobilização operária em Buenos Aires exige sua libertação; a data passa a ser o Dia da Lealdade peronista.
  • 1946–1955 — presidente, reeleito em 1951. Nacionaliza as ferrovias, os serviços públicos e o comércio exterior, lança planos quinquenais de industrialização e amplia os direitos sociais; em 1947, com a atuação de Eva Perón, as mulheres conquistam o voto.
  • 1955 — é derrubado por um golpe militar e parte para um exílio de quase 18 anos.
  • 1973 — volta à Argentina e é eleito presidente pela terceira vez, com mais de 60% dos votos.

Seus governos também são lembrados pelo personalismo, pelas restrições à imprensa e pela perseguição a opositores.

Por que estudamos

O peronismo é a experiência mais duradoura de nacionalismo popular na América do Sul e tem paralelos diretos com o trabalhismo de Getúlio Vargas. Estudar Perón ajuda a entender como um projeto de justiça social, indústria nacional e soberania mobilizou trabalhadores por gerações — e quais foram os seus limites.

1923–2015

Lee Kuan Yew

Primeiro-ministro de Singapura

Fundador da Singapura moderna, governou o país de 1959 a 1990 e o transformou, em uma geração, de porto pobre em uma das economias mais ricas do mundo.

Lee Kuan Yew nasceu em Singapura em 16 de setembro de 1923. Formado em Direito pela Universidade de Cambridge, atuou como advogado de sindicatos antes de entrar na política. Morreu em Singapura em 23 de março de 2015.

Marcos

  • 1954 — funda o Partido da Ação Popular.
  • 1959 — torna-se o primeiro primeiro-ministro de Singapura, ainda sob domínio britânico.
  • 1965 — Singapura se separa da Malásia e se torna independente, em 9 de agosto.
  • 1965–1990 — conduz a industrialização com investimento estrangeiro dirigido pelo Estado, um amplo programa de habitação pública, combate rigoroso à corrupção e um serviço público baseado no mérito.
  • 1990–2011 — deixa o cargo de primeiro-ministro e segue no governo como ministro sênior e, depois, ministro mentor.

Seu governo também é marcado pelo controle da imprensa e por restrições à oposição e às liberdades civis.

Por que estudamos

Singapura é o exemplo mais citado de Estado desenvolvimentista que planejou o próprio crescimento. Estudar Lee Kuan Yew ajuda a entender o papel do Estado, da disciplina administrativa e do combate à corrupção no desenvolvimento acelerado — e os custos políticos desse modelo.

1942–2011

Muammar Kadafi

Líder da Líbia

Governou a Líbia por 42 anos, de 1969 a 2011. Nacionalizou o petróleo, retirou as bases estrangeiras do país e usou a renda petrolífera para obras e serviços sociais.

Muammar Kadafi nasceu nos arredores de Sirte, na Líbia, em 1942. Oficial do Exército, inspirou-se no nacionalismo árabe de Gamal Abdel Nasser. Morreu perto de Sirte em 20 de outubro de 2011, durante a guerra civil.

Marcos

  • 1969 — em 1º de setembro, lidera o golpe de oficiais que derruba a monarquia do rei Idris.
  • 1970 — retira as bases militares britânicas e americanas do território líbio.
  • Anos 1970 — nacionaliza o petróleo e publica o Livro Verde, com sua proposta política; em 1977, proclama a Jamahiriya, o “Estado das massas”.
  • 1984 — inicia o Grande Rio Artificial, rede de aquedutos que leva água do aquífero do deserto ao litoral.
  • 2011 — uma revolta armada, apoiada por bombardeios da OTAN, derruba o regime; Kadafi é capturado e morto em outubro.

Seu governo foi marcado pela repressão aos opositores e pelo apoio a ações terroristas no exterior, entre elas o atentado de Lockerbie, em 1988, pelo qual a Líbia assumiu a responsabilidade em 2003.

Por que estudamos

A trajetória de Kadafi mostra o uso de uma riqueza natural estratégica, o petróleo, para financiar o desenvolvimento e afirmar a independência de um país — e também como o isolamento, a repressão e a dependência de uma só fonte de renda tornam um projeto nacional vulnerável a pressões externas.